Cabelo cacheado: aceitação e autoafirmação

quinta-feira, 9 de março de 2017


Vivemos em uma sociedade que impõe padrões de beleza e, de certa forma, massacra aqueles que se distanciam deles. Assim, manter o cabelo natural (caso vocês queira) e amá-lo é um verdadeiro ato de rebeldia e autoafirmação. É uma demonstração de que somos incríveis à nossa maneira e que não precisamos nos encaixar em modelos pré-estabelecidos.
Hoje eu tenho 19 anos e possuo cabelo cacheado/crespo, assim, quando eu era criança, eu não tive muitas referências negras nas quais me espelhar; eu me sentia desvalorizada. Na minha família predominava esse tipo de cabelo, porém pouco se falava sobre valorização ou cuidados que ele merece. Ademais, na mídia havia a presença de um padrão estético discriminatório, no qual a beleza negra era praticamente desconsiderada; eu procurava pessoas que tivessem o cabelo igual o meu, entretanto raramente encontrava. 
A maioria das mulheres possuía os cabelos lisos ou alisados, e as propagandas destinavam-se a veicular a ideia de que o meu tipo de cabelo era desajustado e deveria ser modificado. Dessa forma, eu cresci vendo o  meu cabelo ser estigmatizado pelo estereótipo de "ruim", o que contribuiu para que eu realmente passasse a acreditar nisso. Por consequência, acabei me tornando uma criança introspectiva e com a autoestima baixa. Levou tempo até que eu aprendesse a gostar de verdade do meu cabelo, sendo preciso que eu passasse pela transição. Por isso a importância de que essa nova geração de crianças negras tenha a possibilidade de conhecer o significado de representatividade e entender que todos os tipos de cabelo são lindos e não precisam ser alterados caso a pessoa não queira.
Quanto à transição, não se trata de um processo fácil. No início você não sabe o que fazer, se desespera e pensa em desistir. Porém, com o tempo, você ousa mais em cortes e penteados e, aos poucos, vai se empolgando com tudo. Costumo dizer que essa é uma fase de descobertas, em que você aprende muito sobre si mesmo e sobre o seu cabelo. Pra mim, foi o momento no qual eu recuperei a minha autoestima e comecei a amar o meu cabelo. Porém pra cada menina pode ser diferente. O fato é que você jamais sairá da transição como entrou. É uma mudança que acontece de dentro pra fora e nos torna muito melhores.
O mais legal de tudo é o aprendizado. Quando você assume os seus fios naturais, você percebe que a única coisa que importa é a sua identidade. Que você não tem que agradar ninguém além de si mesmo; que o importante é que você esteja satisfeito com a sua imagem e só.  Aquela maravilhosa sensação de pertencimento e liberdade.
Felizmente, nota-se que a sociedade está se transformando e hoje há inúmeras meninas aceitando o próprio cabelo e outras retornando aos fios naturais.  Não se trata de 'modinha", mas de tomar de volta uma decisão que é só nossa. Muitas meninas, assim como eu, apenas alisaram o cabelo por se sentirem pressionadas e excluídas, dessa forma assumir nosso cabelo natural é um ato de rebeldia. É dizer a essa sociedade que nos impôs padrões que eles já não nos afetam mais. Por isso, ame-se e ame o seu cabelo; não importa como ele seja. Conceda-se o direito de estar como você quiser e não como os outros esperam que você esteja. Resista!

E aí? Qual é a sua história com o seu cabelo? Já passou pela transição? Me conta aí!
A foto utilizada neste post foi retirada do Pinterest.

Como escolher o nome do seu blog

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Primeiramente, gostaria de dizer que não sei se existe um método para escolher nomes de blogs/canais. O método desse post é o que funcionou para mim na hora de escolher os nomes de todos os blogs/tumblrs que eu já tive.

As fotografias delicadas e sensíveis de Thainá Nunes

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Para continuar na vibe introspectiva/analógica, quero indicar para vocês um dos meus perfis fotográficos favoritos, o da Nana.
Há algum tempo atrás, assim que eu criei minha conta no flickr, eu fui para o google procurar indicações de perfis legais no flickr e me deparei com o perfil da Nana que, provavelmente, foi a responsável por plantar a sementinha do amor pela fotografia analógica no meu coração.

[Resenha] A Menina Submersa: Memórias - Caitlín R. Kiernan

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

 
Sinopse: A Menina Submersa: Memórias é um verdadeiro conto de fadas, uma história de fantasmas habitada por sereias e licantropos. Mas antes de tudo uma grande história de amor construída como um quebra-cabeça pós-moderno, uma viagem através do labirinto de uma crescente doença mental. Um romance repleto de camadas, mitos e mistério, beleza e horror, em um fluxo de arquétipos que desafiam a primazia do “real” sobre o “verdadeiro” e resultam em uma das mais poderosas fantasias dark dos últimos anos. Considerado uma “obra-prima do terror” da nova geração, o romance é repleto de elementos de realismo mágico e foi indicado a mais de cinco prêmios de literatura fantástica, e vencedor do importante Bram Stoker Awards 2013.

Empoderamento feminino

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Sabe quando a sociedade de certa forma determina o que nós mulheres devemos vestir, a maneira pela qual devemos nos comportar e culpa-nos em situações nas quais somos vítimas... Ou mesmo quando existem imposições que praticamente abominam aquelas que não se depilam, não usam maquiagem ou não se casam... Sem contar a publicidade massacradora que foca nas inseguranças femininas e faz com que nos tornemos sempre inadequadas... Estes são alguns exemplos que representam os reflexos de uma sociedade patriarcal que tenta nos oprimir e impedir que sejamos quem realmente queremos ser.