Porque você deveria começar a escrever

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Música para esse post
Eu comecei este post como um post sobre a importância de escrever um diário e, de repente, percebi que eu não queria falar sobre escrever um diário, eu queria falar mesmo era sobre escrever. Não sobre escrever cartas ou posts em um blog, mas sobre escrever qualquer coisa, até mesmo um número de telefone em um guardanapo.
O ato de escrever foi, e ainda é, parte muito importante da minha vida. Vou explicar como isso aconteceu de forma resumida: eu sempre fui muito imaginativa e introspectiva (como se eu não fosse mais) e ali por volta de 2010, aconteceu uma coisa que mexeu muito comigo, eu ouvi as pessoas falando de MUITO mal de mim pelas costas pela primeira vez. Foram coisas ruins que acabaram comigo na época. Eu precisava de um refúgio daquilo e já acompanhava fanfics tinha um tempinho, aí comecei a escrever para esfriar a cabeça.
Minha primeira história foi um romancezinho água com açúcar super cliché que eu não deixo ninguém ler porque morro de vergonha. Um dia pretendo deixar a Gabi ler, mas para isso ela vai ter que ler na minha frente e amarrar uma blusa no rosto para eu não ver a reação dela (coisa de gente doida mesmo).
Depois desse romancezinho, eu nunca mais parei. Escrevi diários, escrevi contos, comecei livros, eu realmente coloquei no papel quem eu era e o que eu sentia. Provavelmente a melhor decisão que eu já tomei na minha vida inteira.
Eu tenho um problema sério em manter um raciocínio linear e, quando eu fico muito ansiosa, isso fica ainda mais forte. Quer um exemplo: em mais ou menos cinco minutos de conversa eu consigo sair de um assunto sobre Derivada e Integrais (duas matérias que quem faz engenharia ou matemática costuma estudar em cálculo) para Sherlock (tenho testemunhas). A escrita me ajuda nisso. Quando estou escrevendo uma história ou um texto qualquer, eu preciso manter uma linearidade, mesmo que para isso eu escreva e apague uns duzentos parágrafos, e acabo trazendo um pouco disso para o meu dia a dia.
Mas, escrever não ajuda só a ter um raciocínio mais linear. Sabe quando você está ansioso, angustiado, com vontade de chorar, ou cheio de raiva, louco para dar uns murros nas paredes? Então, escrever te acalma. Colocar o que você sente no papel, ou no computador, é um processo lento que faz com que você se foque totalmente nele e, acho que por isso, vai ajudando a mente a se acalmar.
Escrever também estimula a criatividade. Qualquer coisa que você ver vai se tornar uma história ou um texto na sua cabeça, sério. Até uma folha caindo da árvore fica mais poética e te dá várias ideias loucas.
Para algumas pessoas, escrever também ajuda na comunicação, a falar com novas pessoas (não é o meu caso) e, com certeza, ajuda a expandir seus horizontes e a conhecer gente incrível com ideias igualmente incríveis (conheci a Nat do blog Morando em Pasárgada porque ela escrevia e eu era beta).
Uma coisa que eu não imaginava que fosse mudar (e que mudou) depois que eu passei a escrever, foi a forma como eu passei a ler. Eu não gosto dos livros de Senhor dos Anéis, mas tenho um respeito sem fim pela obra porque, gente, tem um mundo inteiro ali naquelas páginas, um mundo que alguém criou e passou (detalhadamente) para o papel. Quando eu entro em outros blogs e leio os textos pessoais que estão ali, fico impressionada como elas conseguem abrir o peito, mesmo com medo do que os outros vão pensar, só para mostrar ao mundo como se sentem.
Entendeu agora? É por isso tudo (e por muito mais), que você deveria começar escrever.

O dia em que eu me apaixonei pela fotografia analógica

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Autorretrato meu (parece analógico, mas não é)
Há alguns dias eu estava vagando pelo infinito que é a internet e acabei caindo em um blog de fotografia analógica. Até aí tudo normal, sempre acontece de acabarmos em um lugar inesperado quando estamos online. O que aconteceu de inesperado é que eu me apaixonei por aquilo ali e quando mais eu pesquisava, mais gostava do que encontrava.

Na dúvida, vá de midi!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

O comprimento midi é uma tendência que ganhou força no Brasil há pouco tempo (não me pergunte quanto porque não tenho a menor noção de tempo) e parece que vai se manter em alta no próximo ano. Mas, ao contrário do que muita gente pensa, esse comprimento não é nenhuma novidade.